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BC sobe juros para 10,75%; taxa real é a maior do mundo

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira aumentar a taxa básica de juros (a Selic) em 0,5 ponto percentual. A Selic passou de 10,25% para 10,75% ao ano.

É a maior taxa desde março do ano passado, quando estava em 11,25%, e a terceira alta seguida. A decisão foi unânime entre os integrantes do Copom. Com a elevação, o Brasil continua com os maiores juros reais do mundo.

Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses. Fazendo essa conta, os juros básicos no Brasil ficam em 5,6% ao ano. Em segundo, vem a China, com taxa real de 2,3%. Em terceiro, está a Rússia, com 1,8%.
Os dados sobre juros reais são coletados pelo analista internacional da Apregoa.com – Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, com a colaboração do analista de mercado da Weisul Agrícola, Thiago Davino.

A pesquisa de juros reais não inclui todos os países do mundo, mas 40 economias relevantes.

O país com menor taxa nesse ranking é a Venezuela, com -10% de juros reais ao ano.

A próxima reunião do Copom será realizada nos dias 31 de agosto e 1º de setembro.
Impacto para as pessoas
A Selic é a taxa básica de juros. Ela baliza os juros cobrados quando se parcela uma compra ou se pede dinheiro emprestado no banco.

Se os juros básicos aumentam, as lojas fazem o mesmo com o crediário. Os juros que o consumidor paga chegam a ser dez vezes maiores.

Enquanto a taxa básica está entre 10% e 11% ao ano, os juros cobrados no comércio, quando se compra uma televisão a prazo, por exemplo, são quase dez vezes superiores. Nas lojas, os juros do creditário chegam a 98,5%, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

“Nessa conta, os bancos incluem o compulsório [dinheiro que os bancos são obrigados a deixar no Banco Central], impostos, inadimplência e lucro”, diz o consultor financeiro Renato Roizenblit.


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